quarta-feira, 7 de abril de 2010

De Novo o Amor

De novo o amor e suas esquivanças,
na ardente-ocídua luz do do dia.
De novo o amor, trazendo a esta invernia
um fogo todo feito de esperanças.

Retorna amor! Com um raio me alumia
o poço desolado das lembranças.
Como o astro das mudanças,
exibe a ardente, e oculta a face fria...

Qual o pássaro Fênix, renovado,
de minhas própias cinzas me alço, leve.
Ah! mortal já não sou! Extinto é o fado!

E a asa cansada ao vôo inda de se atreve,
se de uns olhos o incêndio derramado
ateia um sol no coração da neve!

0 comentários: