domingo, 14 de março de 2010

Aladas Ilusões

Meu colibri, meu beija-flor dolente,
doido corcel das minhas ilusões!
Traze-me ao coração, no bico ardente,
mil rosas, mil perfumes, mil canções!

Inventa, após, uma carícia quente,
com todo o ardor das imortais paixões,
e vem trazer-ma, em soluçar plangente,
do borbulhar de luz das amplidões!

Pede depois à lua branca e bela
que vá dizer do meu amor àquela
que há de viver eternamente em mim.

Volta afinal, meu sonhador alado…
e vem contar, com teu falar magoado,
por quem suspira aquela peito, enfim

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