quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Refúgio no tempo perdido

No infinito perdido, as perdidas imagens
intocadas, no altar do impossível erguidas,
e o sonho as transportando em furtivas viagens
cada vez mais além, cada vez mais perdidas…

No caminho, a perfídia espalhando miragens,
a mentira escondendo as verdades sabidas,
o ciúme apagando o esplendor das paisagens
e o pecado imitando as paixões consentidas.

E o infinito mais longe… E nem tempo e nem ponto.
Há um vazio no além, um cansado reconto
das horas sempre iguais, repetindo o universo,

e o meu sonho, tentando atingir o infinito
com o peso deste amor, impossível e aflito,
que não cabe na terra e se expande num verso.

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