quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Cravo Vermelho

A meu filho Augusto Flávio

Traz um cravo vermelho na lapela e vem sorrindo o seu sorriso franco na alegria mais límpida e singela de quem jamais sofreu um solavanco. Ele tem mãe. O cravo é para ela. Mas vê, chorando à beira de um barranco, uma pequena tímida, amarela, e em seu vestido preto um cravo branco. Toma-lhe a mão e a leva com cuidado: – "A minha casa é aquela ali, ao lado..." Tira-lhe o cravo branco e o joga ao chão. E leva para a mãe, como presente, a orfãzinha pálida, inocente, com a flor vermelha junto ao coração.

Lajinha, 28-5-1956 (Dia das Mães)

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