domingo, 9 de agosto de 2009

Flor do Cardo

Eu tenho sido pela vida inteira
Como essa flor do cardo sonolenta:
Tenho vivido à margem da ladeira
Da vida, numa estrada poeirenta.

Ninguém me quer… E eu choro de canseira,
Há muitos anos, numa morte lenta…
Ninguém me vê! E eu choro de maneira
A que ninguém me tente. E não me tenta…

Mas essa flor que nasce no deserto,
Que bebe o sangue ardente das areias,
E que viceja num lençol de espinhos,

Pode morrer… pode morrer, por certo…
Mas eu não morro… porque minhas veias
São mortes-vivas nos sertões maninhos!

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