sábado, 29 de agosto de 2009

Eternidade

Faço versos assim como amor faz ciúme,
a árvore faz sombra e dá frutos e flor,
como a flor desabrocha irradiando perfume,
como a nuvem dá chuva e o sol produz calor.

Faço versos porque só meu verso resume
os meus sonhos de glória e os meus sonhos de amor
e neles me reflito e em seu frágil volume
condenso as vibrações do meu mundo interior.

Para quê, afinal? Nem eu nem tu sabemos…
Mas, talvez pressentindo outra vida futura
na resposta que deu Jesus a Nicodemos,

espero (aqui na terra, ou no céu, onde for…)
nascer de novo e ter a suprema ventura
de fazer novamente os meus versos de amor.

Lajinha, 7-2-1956

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