quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Do Liberto Escravo / Do Escravo Liberto

Não sei de modernismos nem vanguardas
se é o coração que me comanda a pena.
Como pode manter-se a mão serena
se veste o peito anseios e alabardas?

Sou como sou: molho na chuva o rosto,
embebo as mãos nas águas e na terra;
no éter primevo o meu ideal se aferra,
dos céus vindouros saboreio o mosto.

Valho-me da retórica dos velhos,
pois não! se sempre novos evangelhos
a eterna inspiração cria e recria.

Vem da velha medida a boa nova.
E escrevo o meu soneto e a minha trova
para meu gosto e minha fantasia.

Anderson Braga Horta

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